O voto e o adventista
"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10:31)
A IASD tem discorrido sobre o assunto
desde muito tempo, tanto que Ellen White já trazia nos livros "Obreiros Evangélicos" (p. 391-396) e "Fundamentos da Educação Cristã" (p. 475-484), por exemplo, orientações específicas aos adventistas; em revistas como a "Conexão 2.0" e Revista Adventista também podemos encontrar algumas contribuições; e no texto da Divisão Sul-Americana da IASD intitulado "Os adventistas e a política" vemos uma abordagem mais didática, e concisa, dos vários aspectos da perspectiva adventista nesse assunto.
Nos textos supramencionadas há uma orientação, que entendo ser universal a todo cristão, para uma análise do perfil dos candidatos a cargos políticos: a consideração dos princípios bíblicos. Nesse sentido, sendo coerentes cristãos, jamais votaríamos em candidatos com as seguintes características, que vão em desencontro aos mandamentos de Deus:
As campanhas políticas para eleições municipais, para prefeitos e vereadores, no próximo domingo, dia 2, estão cada vez mais intensas, gerando acalouradas discussões dos candidatos e por parte dos eleitores, evidenciando diferentes interesses e ideologias. Embora, como cristãos, temos de nos esquivar de certos posicionamentos relativos a esses assuntos, que em grande parte só gera discórdia acompanhada de intrigas, não podemos pretender neutralidade política, pois, "A omissão é a autorização para que aqueles que não estão fazendo um bom papel, continuem onde estão" (ARTAGÃO).
A IASD tem discorrido sobre o assunto
desde muito tempo, tanto que Ellen White já trazia nos livros "Obreiros Evangélicos" (p. 391-396) e "Fundamentos da Educação Cristã" (p. 475-484), por exemplo, orientações específicas aos adventistas; em revistas como a "Conexão 2.0" e Revista Adventista também podemos encontrar algumas contribuições; e no texto da Divisão Sul-Americana da IASD intitulado "Os adventistas e a política" vemos uma abordagem mais didática, e concisa, dos vários aspectos da perspectiva adventista nesse assunto.
Nos textos supramencionadas há uma orientação, que entendo ser universal a todo cristão, para uma análise do perfil dos candidatos a cargos políticos: a consideração dos princípios bíblicos. Nesse sentido, sendo coerentes cristãos, jamais votaríamos em candidatos com as seguintes características, que vão em desencontro aos mandamentos de Deus:
1. Que se posicionam contra tudo que se refere a religião, ou a algumas religiões, não considerando a liberdade de exercer e/ou professar as crenças por parte dos religiosos;
2. Dados aos mais diversos tipos de vícios, - alcoólatra, glutão, usuário de drogas, etc. - sendo péssimo exemplo para sociedade, e em especial às novas gerações;
3. Indivíduos sexualmente desequilibrados ou depravados. Exemplo: envolvidos em casos de pedofilia, adultério, estupros, etc.;
4. Que possuem histórico de improbidade administrativa (corrupção) ou outros casos de corrupção;
Estes itens pontuam apenas algumas questões a serem consideradas. Outras muitas devem ser observadas para uma tomada de decisão mais segura, pois, o cristão (ou o adventista) coerente não deve deixar de ser minucioso ao investigar os candidatos concorrentes, tendo cuidado para não eleger descrentes ou homens de maus exemplos. Mas, e quando todas as opções fogem dos princípios? Neste caso, é preciso fazer a escolha pelo "menos pior". Claro, é impossível estar assegurado das verdadeiras intenções dos candidatos, todavia, é preciso analisar o que se sabe sobre eles e os planos de governo defendidos.
Não deixemos de exercer o nosso direito e dever de votar, afinal, "não participar da vida político-democrática significa correr o risco de ser governado por descrentes que abominam a Deus" (Josias De Benedicto). Mesmo estando muitos de nós desiludidos quando o assunto é política, temos a chance de dar um basta a governos arbitrários, negligentes, unilaterais e resistentes as intenções divinas, ou de impedir a instalação de semelhantes governos. Em suma, sejamos cristãos por completo, também no ato de votar.
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