O papa e o fundamentalismo

“Logo veremos e sentiremos qual é o propósito do catolicismo. Quem quer que creia na Palavra de Deus e a ela obedeça, incorrerá, por esse motivo em censura e perseguição” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 581).

Fundamentalismo. Segundo o Pastor Furerunner, esta é uma palavra originalmente criada para definir cristãos que, entre o fim do século XIX e inicio do século XX, lutavam contra o secularismo, o darwinismo e a alta crítica a Bíblia naquele período. Eles desejavam a verdade bíblica de volta. Esse é o sentido etimológico dessa palavra a qual teve ampliação em seu sentido, passando a ter um significado mais amplo e pejorativo. O Dicionário da Língua Portuguesa (Sérgio Ximenes) apresenta uma definição atualizada: Fundamentalismo é: Aceitação e defesa radical e intransigente do sentido literal dos textos básicos de uma religião.

            Levando a termos doutrinários um cristão é fundamentalista se, dentre outras características, crê na infalibilidade da bíblia e se crê na vinda pessoal, literal e física de Jesus Cristo a terra.
            Onde estou querendo chegar com essas considerações conceituais? Bom, recentemente o papa deu entrevista à revista Van Guardia e teve que responder a seguinte pergunta que lhe foi feita: o que você pensa sobre o fundamentalismo? Sua resposta: “um grupo fundamentalista, apesar de não golpear ninguém, é violento a estrutura mental dos fundamentalistas e violência em nome de Deus”. Nisto ele considera “perigoso” e, consequentemente, ameaçador a paz mundial uma conjuntura doutrinária que compreenda a bíblia como infalível e a crença no retorno literal e pessoal de Cristo.
            Você pode indagar se realmente o papa Francisco esteve se referindo a crenças semelhantes quando apontou a sua percepção em relação ao fundamentalismo. E a resposta é sim. Um bispo católico confirma ser essa a compreensão papal após ter ouvido um pastor adventista (Acquoi Karbah, Manchester) - ambos participando em um programa da BBC há uns dois anos atrás -, declarar crer na vinda de Cristo, acompanhado de seus anjos e de sons de trombeta para vir buscar os salvos por Sua graça. Eis a resposta do bispo: “Isso é fundamentalismo, e fundamentalismo cria problemas em todas as religiões mundiais, gera problemas, esta é uma interpretação fundamentalista das escrituras que mal compreende um trecho bastante poético no livro de apocalipse, mal compreende a visão de Paulo que o reino estava para vir imediatamente, não daqui a mil ou dois mil anos, mas, como sabemos agora, esse foi um equívoco de Paulo e dos primeiros cristãos, eles pensavam que Cristo estava voltando, nós hoje trabalhamos com outra compreensão e base.” Ainda afirmou que o novo testamento deve ser reinterpretado “à luz da crítica bíblica e da compreensão moderna das Escrituras e esta abordagem fundamentalista não funciona”.
            Assim, podemos concluir o seguinte através de proposições lógicas:

a-    Os adventistas creem na infalibilidade das Escrituras e no retorno visível de Cristo a terra;
b-    Os que assim creem, segundo o catolicismo, são fundamentalistas;
c-    O fundamentalismo não pode coexistir com as demais crenças por gerar violência e conflito entre as religiões, é uma ameaça à paz mundial;
d-    Logo, a cosmovisão Adventista do Sétimo Dia deve ser combatida em nome dessa almejada paz.

   Essas coisas me faz lembrar a oposição profética que o remanescente povo de Deus sofreria por perseguições ou ataques dos representantes desse forte grupo religioso (Daniel 7:25; Apocalipse 12:17), simplesmente por manter vivo as mensagens eternas de Deus proferidas em Sua palavra. A mensagem dessa postagem não objetiva criar ou reforçar conspirações, mas, é apenas um lembrete para o povo de Deus de que as profecias estão se desenhando perfeitamente, pouco a pouco, anunciando que a nossa salvação “está, agora, mais perto do que quando no principio cremos” (Romanos 13:11). Firmes, sigamos e defendamos as verdades imutáveis da Palavra de Deus, custe o que custar.

“Sorrateiramente, e sem despertar suspeitas, está aumentando suas forças para realizar seus objetivos ao chegar o tempo de dar o golpe. Tudo o que deseja é a oportunidade, e essa já lhe está sendo dada” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 581).

Post baseado no vídeo abaixo, não deixe de assistir:



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