Esse livro me preenche


Fátima (nome fictício), mais de 50 anos de idade, representante de uma infinidade de pessoas sedentas de encontrar uma razão para vida e respostas para perguntas que atormentam os humanos há milhares de séculos. De onde viemos? Para onde vamos? Por que sofremos?
Eu a conheci, pelo menos superficialmente, no primeiro semestre do ano passado, quando fiz meu estágio no ensino infantil na escola em que ela exercia função de diretora. Na época, era casada com um rapaz bem mais novo que ela. Possui duas filhas do casamento anterior, hoje, duas jovens universitárias.
Seu primeiro casamento durou catorze anos de muita paz, tinha um marido que, segundo suas palavras, não era um pai, “ele era um paizão, carinhoso e atencioso com as filhas mesmo em momentos de cansaço”. Também foi um ótimo marido até que ele passou a se envolver com outras mulheres, ocasionando o divórcio. As crianças ainda eram bem novas mais sentiram muito com a triste situação que as fizeram separar-se do pai.
Anos depois, acontece algo semelhante no segundo casamento, o qual findou depois de sete anos quando o esposo vai embora com outra mulher. Viver a mesma situação duas vezes fez com que Fátima tivesse princípio de depressão e ter tentado o suicídio. Entretanto, Deus a preservou em vida e deu forças para que ainda pudesse viver e buscar respostas para tanto sofrimento e incertezas até então presentes no fundo de sua alma.
Depois de ouvir toda a sua história, já esse ano, quando nos tornamos colegas de trabalho, lembrei-me de ter comprado alguns exemplares do livro A Única Esperança, do Pr. Alejandro Bullon; tinha levado dois ao trabalho e, antes de presenteá-la, perguntei se gostava de ler. Respondeu afirmativamente e, logo quando entreguei, de pronto começou a ler até o segundo capítulo, demonstrando ter gostado do que leu.
Guardou o livro em sua bolsa, foi para casa e numa noite em que não tinha muito que fazer lembrou-se do livro e sentiu vontade de dar continuidade a leitura. Sentiu-se maravilhada com aquelas mensagens, ficando acordado, de olhos grudados naquelas páginas até pouco mais de uma hora da madrugada. No outro dia ouvi seu testemunho de quão significativo foram todos os testemunhos ali contidos, suficientemente impactantes como nenhum outro livro havia sido para ela. Em suas palavras: “Gosto muito de ler livros de autoajuda, como os de Augusto Cury. Entretanto, não foram iguais a este [a Única Esperança], este sim preenche minhas necessidades como nenhum outro que já li em toda minha vida.”.
Fátima se diz espírita e católica, mas, acredita na veracidade da bíblia e percebeu o quanto a Única Esperança se harmoniza com o livro sagrado e responde a dúvidas nunca antes respondidas. Pediu-me para lhe emprestar outros livros semelhantes. Então, lhe passei outros quatro títulos: Sinais de Esperança, A Grande Esperança, Tempo de Esperança e Ainda existe Esperança, este último escolhido para devorar primeiro. Outras dúvidas já estão sendo respondidas com a nova leitura.
Aquela mulher exemplifica o quanto um simples livro pode modificar e salvar a vida de alguém, o quanto a nossa influência impacta a vida das pessoas mesmo sem ter que falar, apenas agindo com os recursos disponíveis. Lembro um dos últimos comentários de Fátima quando antes de ontem comentou: “depois de cinquenta anos, meus questionamentos estão sendo respondidos, achava que ninguém jamais poderia trazer respostas, entretanto, estou sendo preenchida pela providência Divina.”.

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