Lutero e eu
"Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus." I Pedro 4:14.
Estes dias tenho
me deliciado com um belo livro, o qual, mesmo antes de ter concluído sua
leitura, o considero um dos mais importantes de minha vida. Refiro-me ao best-seller da escritora norte americana Ellen G. White, O grande conflito.
Este faz um relato do período pós cristianismo apostólico,
destacando a batalha real entre Cristo e Satanás, Verdade versus mentira,
Revelação versus engano, remanescente fiel versus anticristo até o fim dos tempos. E assim, vai
descrevendo historicamente como, de maneira maravilhosa, Deus tem mantido viva
as chamas da verdade, através de seu pequeno povo.
Destaco, dentre muitos relatos
importantes, um que me fez refletir sobre mim mesmo, a respeito de minha fépara com Deus.
Lutero,
um monge católico Alemão, que viveu em época de pura dominância do
catolicismo, que era influente em relação aos governos do mundo, foi o principal
militante em prol da Reforma. Denunciou firmemente os erros e abusos da igreja
ao povo, em controvérsia com os ensinos bíblicos.
Esteve
certo dos perigos os quais lhe rodeavam, pois, vivia em uma época de repressão
àqueles que se opunham ao poder e dogmas da orgulhosa igreja de Roma.
Portanto, os hereges - assim denominados os que criam e anunciavam crenças diferentes da igreja - sofriam torturas físicas
até a morte, caso não declarassem renúncias as suas ideias controversas.
Entretanto,
a certeza de que possuía a verdade, seu amor a Deus e sua sinceridade, fizeram
com que não temesse as maiores consequências. Seguindo os exemplos de João
Wycllife, Jonh Huss e Jerônimo, enfrentou o poder papal e imperial em nome da
verdade, a qual se sentia incumbido em proclamá-la ao mundo. Deus, entretanto, o
livrou milagrosamente de seus inimigos.
Agora,
olhando para mim mesmo, penso em minha condição como sendo parte daqueles que
conhecem as verdades divinas. Será que teria fé suficiente ao ponto de não
temer a morte, e firmemente declará-las, contrariando o pensamento dominante no
mundo? Logo após a pergunta, me veio a resposta: não estou preparado para tais
provas. Necessito primeiramente ser vencedor nos pequenos desafios que, muitas
vezes, levam-me ao chão e fazem-me ver a pequenez de minha fé.
Mais
do que nunca, precisamos aprender a amar a Cristo e as suas verdades, assim
como este importante reformador. Pois virão tempos em que duras provas virão e
precisaremos estar genuinamente firmes em Deus. Como nos diz Lutero:
"Aquele que deseja proclamar a verdade de Cristo ao mundo, deve esperar a
morte a cada momento".
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