A COVID-19 e a toxicidade das informações

Faz um tempinho que não publico neste blog, mas agora será possível fazê-lo mais constantemente devido ao isolamento social pelo qual boa parte dos brasileiros estão passando, - inclusive eu - haja vista a disseminação crescente da doença viral COVID-19. Tenho a intenção de fazer aqui, nesta postagem, breves questionamentos sobre as informações compartilhadas pelas pessoas sobre esse assunto, e não ser outro "correio de más notícias" como muitos estão sendo de forma contumaz.
Desde semana passada tenho acompanhado, principalmente pela tv, sites de notícias e podcasts, as informações atualizadas diuturnamente sobre a situação no Brasil e no mundo, e em especial na minha localidade, no que tange aos casos de infectados com a COVID-19, e as ações dos governos para conter a proliferação do vírus. Tenho percebido a preocupação das pessoas sobre o assunto, levando elas a buscarem também informações, o que pode ser prejudicial caso haja excesso de busca e compartilhamento, ou não haja um cuidado quanto as fontes que se busca.
Isto é importante, pois, à medida que um maior número de pessoas, nos últimos tempos, teve acesso a internet, e, portanto, pôde lhe acrescentar conteúdos, foram cada vez mais surgindo as chamadas fake news, termo usado para nomear as notícias falsas postas na internet. As redes sociais, como o whatsapp e o facebook, são os veículos de comunicação pelos quais se espalha mais rapidamente essas notícias, o que pode causar sérios prejuízos a um número considerável de pessoas, dependendo do teor das mensagens, como também do seu alcance. 
É importante não repassar tudo que se posta na internet, nem aceitar como verdade simplesmente porque alguém de confiança compartilhou. Saiba identificar uma fake news. Geralmente, ela omite sua fonte ou diz provir de determinado lugar sem que o tenha. De qualquer jeito, o ideal é fazer uma pesquisa prévia na internet para observar se as informações são endossadas ou não em sites de credibilidade. Para dar um exemplo, tomemos a questão da enfermidade supracitada: os dados oficiais sobre ela podem ser encontrados nos sites dos governos federal, estadual e municipal, ou ainda em portais de grande repercussão nacional como o da CNN Brasil; então, caso um amigo me mande um post que contradiz as informações oficiais verificadas, ou inexista em sites de confiança, devo ignorar, ou então melhor, apresentar a verdade dos fatos, minimizando os prejuízos possíveis.
Além de tudo isso, para o bem de todos, deveríamos moderar essa busca exacerbada por notícias que tem caracterizado os últimos dias em que estamos em isolamento social. Alguns estão ficando em pânico, paranoicos, ou com outros problemas psicológicos, pelo efeito tóxico de sucessivas visualizações dos dados alarmantes sobre o novo Coronavírus. Doravante, poderíamos dar uma pausa em semelhantes assuntos, buscar conteúdos mais positivos e transmitir paz e esperança às pessoas, pois é esta a maior necessidade para estes dias tão difíceis. Como diz a Bíblia: "Que nenhuma linguagem prejudicial saia de sua boca, apenas boas palavras que possam auxiliar, palavras benéficas aos ouvintes." (Efésios 4:29; versão da Bíblia Judaica Completa). 

Comentários

  1. Grata, Luan. Gostei!
    Muito relevantes suas informações.
    Infelizmente, na ansiedade por alertar as pessoas, a gente acaba se precipitando e repassando informações inverídicas.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Parabéns, Luan. Sua preocupação nesse sentido é benéfica, pois nos alerta a termos cuidado com o que repostamos. Parabéns pela iniciativa! Jonh Lennon. 👏👏👏👏

    ResponderExcluir
  4. Parabéns, Luan! Ótima reflexão!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O arco da promessa

Seja um pacificador

Deixe Ele cumprir